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O Catenaccio

O Catenaccio

Esta rubrica é destinada a vangloriar jogadores que, de um dia para o outro, deram um salto qualitativo fora do comum, ou atletas de campeonatos “inferiores”, que nos chamam à atenção por um ou outro motivo.

Bom finalizador, forte no jogo aéreo, lutador entre os centrais, canhoto e poderoso fisicamente. Esta é a descrição de um dos atuais melhores marcador da Liga NOS, que leva cinco golos no mesmo número de partidas disputadas. Está empatado na lista de goleadores com Rodrigo Pinho, avançado do CS Marítimo.

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Santana pertence aos quadros do CD Santa Clara, emblema que representa há quatro épocas. Chegou a Portugal na temporada 2016/17 para representar o Vitória FC, por empréstimo do clube brasileiro São Carlos. Podemos considerar que foi um ano mal conseguido, apontando apenas um golo em 24 encontros disputados. Números fraquíssimos para um homem da área.

A temporada seguinte foi a revelação de toda a qualidade do ponto de lança brasileiro, sendo uma das principais figuras do Santa Clara na subida à primeira liga. Chegou aos Açores novamente por empréstimo, acabando por ficar em definitivo em 2018. Em 2017/18 colocou a bola no fundo das redes adversárias por 17 ocasiões, 15 delas na segunda liga. Foi o terceiro melhor marcador do campeonato, apenas atrás de Ricardo Gomes, do CD Nacional, e de Carlos Vinícius, ao serviço do Real SC.

Na época transata, apenas marcou sete golos em 37 partidas, mas deixou a sua qualidade bem vincada. Este parece ser o ano da sua afirmação, até pelo espaço que tem no plantel. Desde a temporada passada que é uma presença habitual no “onze” dos açorianos.

Olhando para o histórico de avançados do Santa Clara, é possível que Thiago Santana seja a próxima “grande” saída do clube. Na primeira temporada na Liga NOS, Fernando Andrade foi uma das principais referências do plantel, e acabou por ser vendido ao FC Porto. No último mercado de transferências foi Guilherme Schettine a ser transferido, desta vez para o SC Braga, a custa zero.

Aos 27 anos de idade, Santana está, teoricamente, perto de atingir o “ponto rebuçado”, ou seja, atingir a melhor fase da carreira em termos exibicionais. A ida para um “grande” estará um pouco fora de questão, porque apesar de ter qualidade, não será suficiente para satisfazer as necessidades de um clube dessa dimensão. Mas num emblema “médio” que almeja lutar pelos lugares de acesso à Europa, teria espaço, como por exemplo num Vitória SC, onde assentaria como uma luva.

 

Fonte da imagem: CD Santa Clara

Redigido por: Diogo Mimoso Ferreira