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O Catenaccio

O Catenaccio

“Estrelas sem brilho” é a rubrica onde analisamos a carreira de antigas promessas do futebol que nunca atingiram o potencial que lhes era previsto.

Formado entre Sporting CP e FC Barcelona, Agostinho Cá parecia estar destinado a ser um dos melhores médios defensivos da sua geração. Contudo, o “produto” finalizado em “La Masia” não chegou perto do nível que lhe previam e tornou-se um “globetrotter”, antes de regressar a Portugal para atuar no GD Fontinhas.

Capa (GD Fontinhas).jpg

Depois de um período de sucesso ao serviço do Sporting CP e de ter disputado os Campeonatos da Europa de sub17 e sub19 no mesmo verão, em 2010, o médio nascido na Guiné-Bissau transferiu-se para o FC Barcelona, para alinhar na equipa B dos “blaugrana”.

Ao contrário do esperado, Cá não teve a utilização e o desenvolvimento esperado em Espanha, e assim começou a viagem do médio pelo mundo do futebol. Ainda contratualmente ligado ao Barcelona, foi emprestado ao Girona FC, em 2013, e ao Lleida Esportiú, em 2015. Depois, rescindiu o contrato com o clube catalão e alinhou na Lituânia, no Líbano e na Roménia, acumulando ainda uma passagem pelo CD Cova da Piedade, em 2018/19.

Em nenhuma destas experiências por países de menor nomeada futebolística, ou até mesmo no Cova da Piedade, o médio conseguiu ter uma posição de titularidade indiscutível. Assim, em setembro de 2020, o GD Fontinhas, clube que milita no Campeonato de Portugal, anunciou a chegada de Agostinha Cá aos Açores. Apesar de ter chegado com alguns problemas físicos e com falta de ritmo, já alinhou na última jornada, frente ao SC Praiense, durante 76 minutos, pelo que se espera que possa começar a ser opção inicial numa base regular.

Rosto (FPF).jpg

A nível internacional, nas camadas jovens, Cá foi companheiro de seleção de João Mário, João Cancelo e Ricardo Esgaio, entre outros nomes que atualmente brilham a nível nacional e internacional. Pegando nos convocados para o Europeu de sub19 em 2012, o médio era o único que atuava fora de Portugal (para além de Pedro Almeida, que jogava no Anorthosis, do Chipre). Contudo, o médio de origem guineense não foi capaz de se afirmar como vários dos seus companheiros.

Um médio mais destrutor do que construtor de jogo, Agostinho Cá era um jogador que muito prometia e a quem se previa um futuro brilhante. Nunca conseguiu chegar ao nível esperado e, aos 27 anos, embarca numa nova aventura, em território luso. Se a passagem pelo Fontinhas for bem-sucedida, poderá ainda aspirar a uma chegada aos escalões profissionais do nosso futebol.

 

Fontes das imagens: GD Fontinhas e FPF

Redigido por: Alexandre Candeias