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O Catenaccio

O Catenaccio

Nesta rubrica iremos semanalmente abordar temas que nos inquietam, tentando entender as questões envolventes de cada problemática e ir em busca de uma solução viável.

Já há várias épocas que a Vecchia Signora contrata jogadores de forma algo estranha ou se quisermos, pouco coerente. Apesar de ser heptacampeã de ItálIa, falta-lhe o tão aclamado prestígio internacional. Aliado a isso, desde os tempos de Antonio Conte que a Juve sente falta de um modelo de jogo convincente e entusiasmante para os adeptos. Diria que é notório o desleixo no investimento por falta de concorrência interna.

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No passado sábado, a Juventus anunciou a contratação de Weston McKennie por empréstimo (4,5M€ pela cedência) com opção de compra (18,5M€), que se pode tornar obrigatória mediante alguns objetivos desportivos. O jovem médio norte-americano chega proveniente do Schalke 04, muito possivelmente para a vaga deixada por Miralem Pjanic, que assinou pelo Barcelona ainda antes do término da época passada.

Não está em causa a qualidade atual, nem o potencial do jogador, visto que se trata de um atleta de apenas 22 anos. Porém, é com jogadores deste tipo que a Juve pretende lutar pela Liga dos Campeões? Aprecio os atributos de McKennie, mas penso que ainda não tem o “estofo” necessário para jogar num nível tão alto. Outro dos porquês desta contratação, apesar de não acreditar muito nesse tipo de teorias, pode ter que ver com o marketing do clube nos Estados Unidos da América.

A política de contratações do clube de Andrea Agnelli é feita de disparidades. Tanto se investe em Cristiano Ronaldo e De Ligt, como de repente se aposta em Rabiot ou Ramsey (ambos a custo zero). E nem é o custo que coloco em questão, mas sim o rendimento demonstrado a médio prazo. Para além de que não há uma ligação entre o jogador contratado e o modelo do treinador.

Outra situação estranha de comentar ocorreu no início da temporada transata. A troca Danilo – Cancelo com o Manchester City. Podemos aceitar que seria uma opção de Sarri. Poderia preferir Danilo a João Cancelo para a ala direita da Juve. No entanto, após este caso, quem participou em mais jogos como lateral direito foi Juan Cuadrado, em vez do antigo jogador do FC Porto e Real Madrid.

Até ao momento, os restantes reforços para a nova época são Arthur (ex-Barcelona) e Dejan Kulusevski (que jogava no Parma, por empréstimo da Atalanta). O mais certo é que não fiquem por aqui. A Juventus precisa de uma reconstrução a fundo do plantel atual. Andrea Pirlo pode ser o cérebro de toda essa operação. Com a reputação que tem dentro do clube, deverá construir uma equipa à sua imagem.

Se fosse eu, apostava nos valores da nova geração italiana. Nomes como Sandro Tonali (Brescia), Zaniolo (Roma) ou até Moise Kean (Everton), fariam a espinha dorsal do clube e da seleção transalpina a curto prazo. Mas como sabemos, não é tão fácil como parece.

Para além disso, tem de moldar uma tática capaz de beneficiar os futebóis de Ronaldo e Dybala, sem prejudicar o coletivo defensivamente. Allegri ainda conseguiu (quanto baste), Sarri ficou longe do esperado. Será Pirlo capaz de inovar e fazer os adeptos bianconeri voltar a sonhar com algo mais do que a Série A?

 

Fonte da imagem: Juventus FC

Redigido por: Filipe Carvalho