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O Catenaccio

O Catenaccio

Nesta rubrica iremos semanalmente abordar temas que nos inquietam, tentando entender as questões envolventes de cada problemática e ir em busca de uma solução viável, ou então simplesmente comentar algo surpreendente ou louvável.

No passado sábado, dia 28 de novembro, despediu-se de todos nós Vítor Oliveira, uma grande personalidade que marcou o futebol português. Para a história, ficam as onze subidas à primeira liga, seis como campeão, e quatro vezes considerado como o melhor treinador da segunda liga. Mais do que uma figura incontornável do desporto nacional, será lembrado como um bom homem do futebol.

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Apesar de ter sido também jogador, alcançou feitos mais honrosos enquanto treinador. Desde a época 1978/79, em que esteve ao serviço do Famalicão, como treinador-jogador durante pouco tempo, até à temporada passada, que que garantiu a permanência do Gil Vicente, Vítor Oliveira deu mais ao futebol, do que este desporto lhe deu.

O “Rei das Subidas”, alcunha carinhosamente atribuída, com vista a reconhecer todo o mérito na mestria das promoções de divisão, tinha uma imagem junto ao banco de suplentes típica de um experiente treinador luso. Sem dar muito nas vistas, inquieto junto à linha, com o característico bigode de que nunca abdicava, vestido com uma indumentária desportiva sem “grandes cerimónias”, atribuindo valor ao que realmente importa: o jogo dentro das quatro linhas.

Sempre para o bem do futebol, o técnico mostrou-se crítico relativamente à superioridade devido a maiores recursos financeiros por parte dos “Três Grandes”, procurando sempre a igualdade desportiva, sincero quanto aos acontecimentos da partida, e justificando o sucesso dos seus plantéis com trabalho árduo, que tanto mérito lhe trouxe.

Coincidentemente, Vítor Oliveira faleceu no dia de aniversário do seu clube do coração, o Leixões SC. O símbolo da localidade de onde é natural, onde nasceu para o futebol como jogador, e que representou enquanto técnico principal. Como não teve tempo para uma despedida em grande do futebol, como merecia, aqui fica uma pequena homenagem a um grande homem do futebol português.

 

Fonte: Gil Vicente FC

Redigido por: Diogo Mimoso Ferreira

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