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O Catenaccio

O Catenaccio

Neste espaço apresentaremos futebolistas que declararam o seu amor a apenas um emblema, pelo qual lutaram cada segundo das suas carreiras. Numa fase em que o futebol é cada vez mais um negócio do que um desporto, iremos apresentar atletas caracterizados pela fidelidade.

Considerado um dos melhores defesas centrais espanhóis de sempre, Carles Puyol não se destacou apenas pelo seu talento ou palmarés. Puyol possui uma característica rara no futebol nos tempos que correm: a fidelidade. Em toda a sua carreira futebolística apenas vestiu a camisola do FC Barcelona, onde fez a sua formação, estreou-se como profissional e deixou o seu nome marcado na história do clube e da Catalunha.

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Ao serviço do único emblema que representou, o FC Barcelona, realizou quase seiscentas partidas oficiais em todas as competições. Apesar da sua habitual dureza na abordagem a cada lance, Puyol sabia usar a sua “raça” e agressividade em prol da equipa, sendo admoestado com apenas um cartão vermelho direto em toda a sua carreira, sendo expulso por mais duas ocasiões por acumulação de cartões amarelos.

Para além dos seus famosos “cortes limpos”, Puyol era um líder dentro das quatro linhas, capitaneando o Barcelona durante várias épocas. O defesa espanhol também era versátil, tendo atuado em todas as posições do setor defensivo. Numa fase inicial da sua carreira profissional, Puyol atuou como lateral, principalmente sobre a ala direita, e posteriormente fixou-se no corredor central. Apesar de ser muito competente nos lances aéreos, “apenas” mede 1,78 metros, uma estatura normalmente baixa para a posição.

O “Tarzan”, como era conhecido, pendurou a chuteiras em 2014, deixando uma sala de troféus bem recheada. Curiosamente, Puyol conquistou o seu primeiro troféu apenas aos 27 anos, em 2005. A partir desse momento foi sempre a somar conquistas, quer pelo clube, quer pela seleção espanhola.

A nível interno, sagrou-se campeão espanhol em seis temporadas, conquistou oito Supertaças de Espanha e venceu a Taça do Rei por duas ocasiões. Relativamente a competições internacionais, venceu a Champions League três vezes, o mesmo número de ocasiões em que conquistou a Supertaça Europeia, e ainda se sagrou campeão do mundo de clubes em duas edições da prova.

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Na principal seleção espanhola foi internacional em cem ocasiões, deixando um legado difícil de esquecer. Em 2008 sagrou-se campeão de Europa onde integrou o “onze ideal” da prova, e em 2010 venceu o Campeonato do Mundo de Seleções. O defesa central espanhol foi considerado pela UEFA o melhor defesa na época 2005/06 e fez parte do “onze” do ano da FIFA em 2007, 2008 e 2010.

Este é mais um exemplo de um atleta de uma só camisola, que se tornou símbolo de um clube, de uma região e de um país. Carles Puyol é considerado um dos melhores defesas centrais do presente século, e marcou toda uma geração vencedora do Barcelona e da seleção espanhola.

 

Fonte das imagens: UEFA Champions League

Redigido por: Diogo Mimoso Ferreira

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